“O Grande
Sacerdote entra, todos os anos, no Lugar Santíssimo, levando consigo sangue de
um animal. Porém Cristo não entrou para se oferecer muitas vezes”. (Hebreus
9.25).
O autor da carta aos Hebreus, continua fazendo comparações sobre os sacrifícios que eram ofertados pelos Grandes Sacerdotes. Estes entravam no Lugar Santíssimo todos os anos para realizar o sacrifício pelos pecados de todos os judeus. Entretanto, Cristo só se ofereceu uma vez, que vale para sempre. A morte de Jesus provocou um momento de dor e tristeza que até a natureza se manifestou. Imaginemos o estado de desolação e desânimo em que caíram os discípulos de Cristo, desde a sua condenação e morte. Jesus já previra tal experiência quando lhes citou o trecho profético do Salmo que dizia: ‘ferirei o pastor e as ovelhas se dispersarão’. Somente imaginemos, ainda que vagamente, o que de consternação, prostração, hesitação, indignação e dor, ia na alma daqueles homens e mulheres que durante dias, meses e anos, seguiram o afetuoso Mestre nas suas andanças, pelo meio das vilas e cidades, anunciando a vinda do reino de Deus, e realizando prodígios e maravilhas diante de todo o povo. Agora, a esperança de Israel, o Filho de Davi, aquele em quem os olhos de todos, por mais de uma vez, estiveram fitos. Era, para eles, como outro qualquer homem, um corpo imóvel no túmulo de pedra que o nobre, José de Arimatéia, cedeu, visto que, nem túmulo havia preparado para Ele. Quem pode medir tamanho estrago, golpe mais atroz e súbito que aquele que eles sofreram? E, tudo aconteceu, por mim e por você. Foi o amor que se mostrou na Cruz do Calvário.
Léo Lima
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